
Em 2006, eu estava lá quietinha no meu canto, trabalhando, ralando, fazendo o circuito Brooklin/Jaguaré/Cotia/Brooklin (às vezes mais de uma vez ao dia) quando cai de paraquedas no famigerado "mundo corporativo". Fui para o outro lado do balcão e minha vida mudou... Eu não podia mais ser eu mesma e, há 3 anos, venho desempenhando vários papéis: alguns bons e outros nem tanto... Perdi algumas referências, revi conceitos e adequei valores. Bem eu que odeio teatrais, enceno todos os dias. TODOS.
É engraçado demais... Muitas vezes olho todo aquele circo e penso: "é tão simples, porque complicam?". Eu tenho algumas teorias que serão expostas aqui com o tempo. O que mais me chama a atenção é que a toda hora tem alguém menos evoluído mentalmente do que você tentando justificar o emprego, nem que para isso ele tenha que criar conflitos e situações desnecessárias. O povo ama termos em Inglês, reuniões em cafés, expressões clichês.
Tenho uma população enorme de sapos engolidos e alguns anos de estrada profissional. Hoje, para ativar a minha gastrite, precisa de muito empenho de um bípede. Aprendi a contar até 1.000 e a ler mentes. Sou feliz, sou realizada mas me incomoda muito o fato das pessoas não conversarem, não expressarem e é incrível como um profissional de comunicação passa por tantas situações de "falta de comunicação" com os próprios pares de trabalho. A pessoa está ao seu lado mas mando um email. Ela passa na minha frente mas eu ligo depois. Eu encontri no banheiro mas faço questão de uma conversa formal.
Aprendi a dançar conforme a música. É uma pena que muitos ao meu lado não saibam nem andar.
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